Buffalo Bill

Foi sob uma chuva de críticas que neste passado fds entreguei a minha espingarda estimada durante anos ao meu filho. Não se assustem, embora seja quase do tamanho dele é uma espingarda de fulminantes.  “Eu brinquei com espingardas e pistolas durante anos e estou aqui”. Em abono da verdade, cumpre esclarecer os que não me são mais chegados, que esta frase é fortemente argumentativa e encerra em si, não o facto físico de ter sobrevivido ás “armas de fogo” mas o facto moral de me ter tornado uma boa pessoa, apesar de tudo… É portanto assim que argumento, amiúde, aos meus mais próximos e foi até assim que consegui convencer a minha mulher a colocar os meus filhos numa instituição de ensino católica apostólica romana.

Acima de tudo vem a responsabilidade de saber o que podemos ou devemos fazer com as armas (agora em sentido mais lato) que temos.  No caso concreto, depois de muita matança de pessoas, animais diversos e até plantas, o meu filhote de 4 anos lá conseguiu entender os excessos e a crueldade (também) da caça, não sem deixar de perceber a sua necessidade em tempos idos.

Percebi de imediato que ele entendeu a lição quando após alguns minutos me disse:

“Papá, não posso matar a Bibó, tem que ser alguém com mais chicha !

fb/2010/01/26

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