Deolindas

Hoje, no Diário Económico lê-se: A menina “Deolinda” é há um ano estagiária num banco. Não sabe sequer o que é um recibo verde porque o estágio não é remunerado. Licenciada em Ciência Política diz que teve que se adaptar ao que o mercado oferece e como não recebe um tostão continua a morar em casa dos pais. Só não sabe quanto tempo vai aguentar. Não muito mais, assume. Alternativas ? Provavelmente fazer como os meus amigos e trabalhar num call center. Esta é a “Deolinda”, o retrato tirado a papel químico da geração quinhentista, da geração à rasca.

Quanta tacanhez aqui contida… Já pensaram que a famosa canção dos Deolinda pode ser, afinal, uma crítica a esta geração de mimados e de egoístas que na “linha de pensamento” instalada (canhota, claro está) se vê, cúmulo dos cúmulos, a reclamar e a protestar contra aquilo que afinal defende, apenas e só porque são os últimos da fila ? Quer esta gente afinal, como todos os outros, que um D.Sebastião (vulgo estado) lhes resolva os problemas, quando eles mesmos são incapazes de ver e aceitar o óbvio para além dos seus narizes e umbigos. E finalmente, de pôr perninhas a caminho… (Até dou de barato o Iphone e as Nike mas porra, pensem um bocadinho e mexam-se !)

P.S. – Entretanto, nas faculdades de Engenharia, prepara-se o cortejo. Parece que as frases de ordem deste ano são “Aqui não há Deolindas” e “Tão parv@s que el@s são” …

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